A COP28, realizada em dezembro de 2023, foi marcada por avanços significativos em relação à transição energética global, com foco na redução do uso de combustíveis fósseis e na implementação de soluções para perdas e danos climáticos. A presidência dos Emirados Árabes Unidos, apesar das críticas sobre o conflito de interesses envolvendo Sultan Ahmed Al Jaber, CEO da ADNOC, teve sucesso na aprovação do Fundo para Perdas e Danos, um dos principais temas da conferência. Com um valor inicial de $200 milhões, o fundo será gerido pelo Banco Mundial e promete apoiar países vulneráveis aos impactos climáticos.
O debate sobre o Global Stocktake (GST) deixou claro que, apesar dos esforços para reduzir as emissões e promover a transição para uma economia descarbonizada, ainda há um longo caminho a percorrer. A COP28 discutiu a necessidade de uma transição justa para trabalhadores e comunidades afetadas pela indústria de combustíveis fósseis, mas pouco foi avançado em termos de compromissos concretos de países desenvolvidos e em desenvolvimento.
O Brasil teve destaque na COP28, com a segunda maior delegação do evento. O país reafirmou seu papel como líder nas discussões sobre adaptação, justiça climática e redução das desigualdades sociais, destacando sua nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), que estabelece metas claras de emissão de GEE e de combate ao desmatamento ilegal até 2030. No entanto, a crise climática continua a apresentar desafios, e a urgência de uma ação mais robusta, que envolva todos os setores sociais e econômicos, foi um tema constante nos debates.
